Pai, neste exato momento sei que me vês e sabes o que faço, onde estou e como estou...assistindo uma aula que não consigo prestar atenção, por estar agoniada por querer que meus planos se concretizem logo. Te peço perdão por esta noite que se passou ter dormido sem falar contigo, e por ter acordado e também não ter falado contigo, e por lembrar e sentir saudade de conversar contigo só agora e dessa maneira, talvez, esquisita.
Preciso muito, Deus, que me ilumines. Mostra-me onde devo pisar, por onde devo andar, como devo decidir. Preciso, Deus, das tuas mãos, uma que possa me segurar e a outra que possa me apontar o caminho. Preciso, Pai, além das tuas mãos, preciso ouvir a tua voz me dizendo suavemente onde estou errando e o que posso fazer pra concertar, que peças da tua caixa de ferramentas eu devo usar pra colocar as coisas no lugar, e construir, reconstruir ou até mesmo destruir. Enfim, meu Pai, Deus meu...preciso que sentes ao meu lado, que me abraces, que me ouças, que enxugue minhas lágrimas...preciso da tua segurança, porque sei que só em Ti encontro o que não posso encontrar em lugar algum.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
A incrível Alegria de Voltar
Por quê Voltar nos empolga? Por quê Voltar nos alegra tanto? Por quê Voltar nos fascina, nos ensina? Sempre que preciso viajar, vou alegre e empolgada com o aquilo que vou e posso encontrar, o novo nos dá a incrível sensação de esperança, mas passados alguns dias a vontade de voltar muitas vezes se torna maior do que aquela primeira vontade que tínhamos de ir. Por quê? Talvez porque muito melhor do que conhecer pessoas novas é sentir o aconchego de quem já conhecemos e conhecemos muito bem. Nada se compara ao calor da nossa casa, das pessoas que amamos e nos amam mesmo conhecendo nossos defeitos, o calor de voltarmos aos lugares que já nos são familiares. Então me coloco no lugar do filho pródigo e posso imaginar quanta alegria ele sentiu ao voltar para calor dos braços do seu pai. Que felicidade ele deve ter sentido ao poder conversar com aquele pai que o amava mesmo com todos os seus defeitos, que alegria ele deve ter sentido ao rever a sua casa - que era o SEU lugar - e com certeza afirmamos que pra ele, voltar foi muito melhor que ir.
Que saibamos valorizar a volta e aqueles que nos recebem de volta, e que entendamos que muitas vezes voltar é muito melhor que ir. Para aqueles que sentem vontade de voltar ao calor e aconchego dos braços do PAI, não percam tempo, não tem coisa melhor do que ficar ao lado de quem nos ama de verdade.
Que saibamos valorizar a volta e aqueles que nos recebem de volta, e que entendamos que muitas vezes voltar é muito melhor que ir. Para aqueles que sentem vontade de voltar ao calor e aconchego dos braços do PAI, não percam tempo, não tem coisa melhor do que ficar ao lado de quem nos ama de verdade.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Sobre Judas Iscariotes - Augusto Cury e Eu
Decidindo dividir algo que achei interessante e até mesmo importante, escrevo aqui o que aprendi acerca de uma figura bíblica até então, muito discriminada por todos nós, falo de JUDAS ISCARIOTES.
Lendo o livro " Os Segredos do Pai nosso" de Augusto Cury, deparei-me com uma visão muito diferente por parte deste autor em relação a esta personagem bíblica, portanto, antes de qualquer opinião acho que vale a pena copiar aqui trechos do referido texto:
"Imaginem como seria enxergar a traição de Judas com os olhos do próprio Judas,
colocando-nos no lugar dele(...)milhões de pessoas consideram esse discípulo uma pessoa violenta, desumana, indigna de ter vivido. Malham simbolicamente Judas. Como analisei as reações de Judas dentro do contexto, meu pensamento sobre ele é diferente.
Do ponto de vista psicológico, Judas foi até certa altura o melhor dos discípulos. O
mais calmo, culto, o que menos envolveu Jesus em situações tensas e o que possuía maior
vocação social. Mas ele tinha um grave problema: não se conhecia, não era transparente,
não entrava em contato com as próprias mazelas psíquicas e, portanto, não tinha coragem e
habilidade para mergulhar dentro de si e mudar suas rotas.
Raramente alguém raciocina com brilhantismo quando é frustrado. Muitos pais,
maridos, esposas, filhos, colegas de trabalho, nos primeiros segundos de uma frustração,
falam palavras que nunca deveriam ser ditas. Quando a frustração está ligada a traição, ela
bloqueia ainda mais a inteligência e esmaga a lucidez.
Para admiração da psicologia, ao ser traído Jesus teve uma reação surpreendente.
Gerenciou seus pensamentos, oxigenou sua emoção, abriu o leque da sua inteligência e
corajosamente chamou Judas de amigo (Mateus 26:50).
Jesus amava Judas. Depois de receber o amargo beijo da traição, deu a outra face ao
discípulo, demonstrando que vivia plenamente o que pregou. É possível que essa reação não
tenha sido estudada pela teologia, mas ela representa um gesto único na história.
Jesus estava perdoando Judas e lhe dando o pão da generosidade, o pão da sabedoria.
Em situações inóspitas, colocou em prática a oração do Pai-Nosso. Foi uma pessoa de uma
coerência ímpar.
Para Jesus, cada pessoa, independentemente de sua raça ou cultura, era um artista
existencial. Para ser justo com um artista não se pode avaliá-lo por uma obra isolada, mas
pelo conjunto de suas criações. Jesus analisou o conjunto das obras de Judas. Sabia que ele não planejara a traição durante meses. Por isso o preço que recebeu para trair seu mestre foi
baixíssimo, o valor de um escravo. Um homem culto, da linhagem dos zelotes, não trairia o
mais espetacular dos homens por preço tão desprezível.
Diante do pão da generosidade oferecido por Jesus, Judas arejou sua inteligência e
caiu em si. Infelizmente, ao invés de usar seu erro para crescer, como fez Pedro depois de
negar Jesus, foi dominado por um forte sentimento de culpa(...)Jesus acolheu Judas, queria protegê-lo, mas Judas foi implacável consigo mesmo. Quando o sentimento de culpa é dosado, ele estimula a reflexão. Mas quando é intenso, como no caso desse discípulo, encarcera a emoção, aprisiona o eu, esmaga a auto-estima. Considerando-se o último dos homens, Judas sentiu-se indigno de continuar sua história.
Suicidou-se.
Ele desejava encontrar em Jesus um libertador externo, mas o Mestre queria libertar
o ser humano interiormente. Judas queria dominar, Jesus queria se doar. Judas tinha sede de
poder, Jesus tinha sede de amor. O discípulo decepcionou-se com o mestre. Ambos pisaram
o mesmo solo, mas viveram em mundos diferentes.
A história ainda se repete. Pessoas maravilhosas dividem o mesmo espaço, mas não
dividem sentimentos. Falam sobre tudo, mas não sobre si mesmas. Admiram-se, mas são
estranhas umas para as outras. O desprendido Jesus tentou abraçar seu discípulo, mas ele
não o permitiu no momento mais ardente da sua história."
Não pretendo aqui, transformar Judas em herói como por várias vezes na história da humanidade transformou-se heróis em traidores e traidores em heróis, mas necessito deixar claro que para que entendamos a Bíblia é necessário analisar não apenas um texto isoladamente, muitas vezes se faz necessário entrar em uma biblioteca e pesquisar um pouco em livros de história, geografia, psicologia dentre muitos e muitos outros livros. Entendo a amargura de Judas, mas não entendo o porque de ter traído o Mestre e o que mais me surpreende nessa história é que o próprio Mestre entende. Ele conhecia Judas, talvez ele não fosse o "espertão", pois se fosse não venderia alguém tão importante por um preço tão efêmero, talvez ele tenha sido um menino, como por vezes todos nós somos e agimos sem pensar nas consequências e apesar de tão tolo ou para alguns, tão calculista e maquiavélico, ele também nos deixou uma importante lição: "Conheçamos a Cristo e deixemos que Ele nos conheça, quando há essa reciprocidade evitamos trair o Mestre por mais que seja em momentos de tolice". Engana-se quem julga ser melhor que Judas, por vezes traímos a Cristo por coisas muito menos valiosas que 30 moedas de prata.
domingo, 8 de julho de 2012
DEUS e EU
Deus tem falado comigo. Eu não o vejo, mas o tenho sentido e Ele é lindo,maravilhoso, verdadeiro e perfeito. Tenho percebido que a maior qualidade do ser humano é poder perceber esse ser - que chamamos Deus - em cada detalhe desta imensa roda gigante - que chamamos de vida.
A cada leitura, a cada canção, a cada conversa, em cada movimento da natureza posso senti-lo. Ele me consola, me acalma e lentamente me transforma. Sim, Ele me transforma!
Ele me separa de tudo, levando-me para um incrível encontro com Ele, então, sentada em um imenso campo verde, sentindo apenas a brisa em meu rosto, Ele conversa comigo e é suficiente pra mim. Ele me basta, preenchendo cada buraco, refazendo o que estava quebrado, apagando as cicatrizes, soprando em minhas narinas e novamente me dando vida, me refaz pra mais uma batalha e minhas únicas palavras são: " You are powerful! Sei potente! Vous êtes puissant! Tu és poderoso!" Um dia todas as nações em todas as línguas reconhecerão e declararão o Teu poder e a Tua majestade.
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